segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

À MODA MCP

Quando conheci o MCP, do Gustavão, fiquei alucinado. Estava redigido ali naquele blogue coisas que sempre quis escrever, mas nunca tive determinação para tal.

Soube então que o Gustavão - que também bloga junto com este que redige no Coletivo - aceitava contribuições, daí me empolguei. Tamanha foi minha inspiração para o obsceno que até tive a idéia de fazer um blogue genérico do dele, mas achei melhor não. O que é autêntico deve se manter autêntico. Mesmo em dias que copiar parece ser a grande sacada.

Dessa empolgação, de quando contribuí com o Diálogo sexual de um amável casal que se odeia, surgiram mais dois textos que aqui os posto agora.

E para publicar estes meus continhos devassos, resolvi abrir um marcador em homenagem ao MCP do Gustavão, é claro, se ele assim permitir.

Para quem está acostumado com os contos da Coluna, aviso que o marcador À moda MCP é trinitrotolueno puro. Portanto, saibam desde já que se tratam de histórias bem indecentes.


Seguem abaixo os dois minicontos licenciosamente inéditos.

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A ROTINA FODE COM O SEXO


Lígia e Sidney eram homossexuais. Mas como se conheceram na mesma turma, e com eles sempre saíam, a constante troca de idéias fez com que identificassem um no outro perfeitas afinidades. Certo dia, depois de uma balada gêeleesse a qual beberam um pouquinho a mais de absinto, experimentaram do sexo oposto um do outro. E gostaram.


Continuaram saindo com o mesmo pessoal e na volta das noitadas sempre transavam às escondidas na casa dele ou dela. Mas o boato, claro, se espalhou, e eles começaram a ser tratados como heterossexuais pela galera, preconceito que os chateou bastante. Entretanto, não foi isso que fez a relação se definhar.


A verdade é que, toda relação sexual que não se reinventa, um dia perde a graça. Sidney concordava com isso piamente, amava sair da rotina. Mas Lígia avisou desde que transaram a primeira vez, que não faria algumas coisas um tanto broxantes para ela. E parece que Sidney extrapolou quando pediu para variarem um pouco na cama. Ele queria penetrá-la, mas ela não abria mão da inversão.


*Charge extraída do blogue do Gonzaga de Andrade.


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TEM COISA QUE NÃO DÁ PARA ENGOLIR


E no boteco copo sujo...


- Mas e então, como foi com a Andressa? Ela manda bem?

- Meu irmão, que mulher tosca! Não como nunca mais!

- Caraca, mas foi tão ruim assim?

- Foi! Tá louco, ela é porca, muito escrota... Depravada demais!

- Ai, ai, ai...Qual é a tua, Alexandre? Essa cara de nojo só porque a mulher é depravada? Na cama toda mulher tem que ser depravada, rapá!

- Ahan, Marcão. Queria ver você dizer isso se ela sentasse em você, te chupasse na seqüência e logo em seguida viesse te beijar...

- Alexandre você é muito gay mesmo! O pau é teu, cara! Que frescura é essa?

- Cara, o problema não foi com meu pau. O problema foi ela estar no segundo dia de menstruação.


* Foto extraída do Globo.com/Reuteurs.


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P.S.: desculpem o sumiço. Não andei passando por bons momentos. Mas estou pouco a pouco atualizando as visitas ao blogues e a todos que aqui carinhosamente lêem - isto é importante, os que realmente lêem - e comentam.