sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PEQUENO CLICHÊ AMOROSO

Em vinte e dois anos de vida jamais haviam amado assim. Bom, pelo menos era o que achavam sentir. E por isso saíram do conforto de suas respectivas casas - bairros bons, quartos próprios, comidinha da mamãe, mesadinha do papai e roupinha lavada pela empregada - para viverem juntos seu amor incondicional, de três meses.

Casaram-se às pressas e à revelia dos pais, os abordaram da pior forma imaginável para falar do assunto, mas mesmo assim, confiavam no amor que sentiam. Contra tudo e todos. Em todos, inclui-se eles mesmos. Afinal, sempre sabemos quando estamos fazendo uma grande lambança, todavia insistimos em tampar o sol com a peneira.

A rotina, a instabilidade profissional de ambos e as dívidas foram cruciais para o desencanto, mas foi a falta de espaço que contribuiu rapidamente para os deixarem lúcidos, enxergando que o tal amor louco não passava de vontade de dormir juntos e fazerem amor como animais. Porque, passada a novidade, perdeu a graça brincar de casinha. E esta caiu justamente no dia em que ela na têpêeme e ele cervejado de happy hour discutiram. Resultado: ela o mandou dormir no sofá da sala. Ele, a contragosto, se jogou no pufe que havia há alguns passos da cama. A moça, obviamente, não se sentiu contemplada, pois no auge da raiva esquecera que moravam em uma pequena kitnet.

***
Inspirado no nanoconto:
Mandou o marido para o sofá da sala, reclamando que seu ronco não a deixava dormir. Mas continuou insone, afinal, eles moram em uma kitnet.

*Ilustração extraída do blogue Linha da Última Resistência.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A ESCRITA SALAZ

Povo, tem blogue novo na área. É A Escrita Salaz.

Pronto. Dei vazão à minha escrita escrachada. Tudo de perverso, libertino, devasso e licencioso que eu queria postar aqui na Coluna Fantasma, mas achava, de certa forma, estranho, já que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa bem diferente, agora estará por lá.

Segue trechinho do novo conto por lá. E se puderem, deem uma olhada no primeiro post, que esclarece sobre a criação do blogue. Abraços.

"Prometeram um ao outro ser aquela a maior maratona sexual da história, uma vez tratar-se de apenas dois dias de encontro..."

sábado, 19 de setembro de 2009

EVITANDO PARA EVITAR

Sempre achei Alícia a mulher mais perfeita que Deus colocou no mundo. Se Deus é brasileiro, eu não sei. O que sei é que Ele torce muito por mim, do contrário teria colocado uma mocréia bem chata pra cruzar meu caminho. Aliás, toda mulher mocréia, ou melhor dizendo, desprovida esteticamente, acaba virando também uma chata. E toda mulher que é um pé-no-saco, acaba virando uma baranga daquelas. Uma qualidade - se assim posso chamar -, caminha com a outra, nunca separada.

Mas Ele torce por mim e colocou em minha vida a Alícia. Minha esposa é tudo pra mim, é a encarnação de um anjo, de uma beleza tão paradisíaca, de modo que eu seria capaz de passar o dia inteiro olhando-a, velando teu sono, ou apenas admirando a beleza dos seus gestos, como seu espreguiçar ou seu bocejar. De uma compreensão justa e sincera, cativante como ninguém, bondosa...na boa, não é de mentira, quando Deus a desenhou, como diz aquele maconheiro, o Armandinho, Ele só podia estar fazendo algo muito bom, como namorar. E digo mais, depois que a fez jogou a fôrma fora, porque sei que não há no mundo mulher igual a minha.

Acontece que, se Alícia é um anjo, Diana é o demônio. E seu tridente é aquele maldito vestido preto e branco de malha que ela insiste em vir na sexta-feira. Sabe, quando vejo uma mulher bem turu, mas bem feia mesmo, penso que Deus deve ter tirado tudo dela e colocado em Diana. Toda vez que vejo uma mulher feia, penso nisso. E aqui na firma tem mulher feia pra dedéu, daí você tira o tanto que a desgramada da estagiária é bela. Imagina: tudo que era pra ser das derrubadas foi parar em um só lugar: Diana. Cabelo, boca, pernas, seios, bunda e tatuagens a serviço do mal-feito. Parece até uma dessas mulheres capas de revista as quais Jabour chamou certa vez de comestíveis. Não há nadinha na mulher que você olhe e ache de menos. A maldita estagiária conseguiu deixar boquiaberto até o Marquinhos da Gerência de Qualidade aqui da firma, um homossexual tão assumido, mas tão assumido, que se resolvesse dar em cima dela, seria lesbianismo.

Mas enfim, começaram com um papo meio estranho, diziam que Diana se derretia por mim. Embora eu achasse que isso era coisa da cabeça daqueles velhos babões e tarados que não têm uma Alícia como a minha na casa deles, eles continuavam a entoar e espalhar que ela me dava mole et cetera. Só aí você tem duas variáveis predominantes do rádio-corredor do trabalho de qualquer um. Primeira: entoam tanto que fulano comeu ciclana ou que ciclana dá para fulano que aquilo vira um mantra e o universo move os dois para que aconteça. E a segunda é aquela coisa retórica que tem na publicidade; te falam tanto de certa coisa, como que Diana me dava mole, mas tanto, que é inevitável, você passa a acreditar.

Resolvi então tirar a prova dos nove. Convidei a estagiária pra um café despretensioso na copa. Ela ficou tão serelepe com o convite, que assim, endossou a mixiricada dos velhos vigaristas da minha seção. Ela falava sem parar. E eu, claro, joguei com a experiência dos meus trinta e cinco anos. Deixei-a falar, deixei-a falar um monte. Se há uma coisa que mulher gosta nesse mundo mais do que comprar em liquidação é de ser ouvida. E isso não há faixa etária. E enquanto ela falava e gesticulava demasiadamente – típico da idade de vinte e dois anos –, me tocava o tempo inteiro e deu um jeito de me abraçar por duas vezes. Isso, somado às inúmeras vezes que mexeu no cabelo ou o arrumou demonstraram que ela realmente estava a fim de rock. E eu, bom, fui adepto do “se está no inferno, abrace o capeta”, ou a Diana. O que dá na mesma.

Marcamos um happy hour pra o dia seguinte. Doeu dizer para minha doce Alícia que chegaria mais tarde em casa naquele dia, pois haveria uma confraternização com o pessoal do trabalho. O amor da minha vida deve ter entendido que seria uma cervejada com a rapaziada, pois nem deu bola ou manifestou interesse em participar. E eu não menti. Só não disse que seria um happy hour a dois, com a estagiária mais maravilhosa que o mundo já viu.

No dia seguinte, já no serviço, comecei a elucubrar um monte de situações. Iríamos a um vinheiro, beberíamos e conversaríamos. Então, se ela fosse do racha mesmo, o que seria mais provável, transaríamos. Porra, ela é uma delícia! Como eu dispensaria uma mulher daquela, com aquele par de coxas, com aquela bunda, com aqueles seios, com aquele cabelo, com aquela boca? Não conseguiria. Começaríamos a nos encontrar furtivamente, a transarmos em todos os lugares, de aventura passaria a ser um caso, de caso pra amante, com suas devidas cobranças (a filial dá sempre, sempre o mesmo trabalho que a matriz), até arruinar meu casamento com minha deusa Alícia.

Por outro lado, se ela não fosse tão dada e fizesse jogo duro, além de me sentir mal por trair minha estimada Alícia por alguns beijinhos adolescentes, continuaria instigado a transar com ela, porque se você é homem, sabe que a essa altura do campeonato, quem toma o controle da situação é o nosso pênis. Mas enfim... eu ainda teria que arranjar outro dia ideal, inventar outra mentira pra minha esposa, sustentar a lorota depois com a ajuda de colegas, encarar outra saída com a estagiária, ficar outra vez na aflição de encontrar alguém e ainda havia o risco dela se apaixonar...E imagina se ela é uma dessas loucas barraqueiras, igual a namorada do Pedrão do Cadastro? Não, definitivamente, não seria legal. E me deu tanta preguiça pensar em tudo o que eu precisaria fazer pra emplacar a Diana que desisti. Liguei pra ela e inventei uma desculpa costurada, como diz o Átila do marketing, desmarcando a saída. E foi justamente nesse dia que eu não devia ter chegado mais cedo em casa.

*Foto extraída de The Magnificent World.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

UM MÉNAGE GAY

Estou com falta de tempo e preguiça de tirar do papel umas dez ideias de textos, além de estar focado em outros objetivos pessoais. É também essa a mesma razão por eu não ter visitado blogue algum, não é folga, não, viu!

De qualquer forma, se o lado comportado do cérebro não tem funcionado bem, a mente suja aqui continua trabalhando aos borbotões. Por isso, há texto novo lá no Guerra de Travesseiro.

Lembrando que lá no GT a coisa é mais ou menos uma novelinha. Então, ler o conto anterior ajudará a entender este, cujo título é aquele ali em cima mesmo.

Bom, acessem e comentem por lá, porque aqui estará desativada a opção. E não custa lembrar que aqueles que tiverem menos de dezoito anos não acessaram o link, certo? ;)

Segue agora, trechinho do conto:
"Bom, digamos que prefiro dizer para mim mesma que me apaixono por todos com quem transo. Mesmo que sejam paixões efêmeras de vinte minutos..."

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

UMA SENHORA VINGANÇA

Como a inspiração anda em falta mesmo, segue mais um continho vigarista. Mas prometo que em breve os textos comportados voltam.


***

Alguns homens têm fetiches os quais as mulheres não realizam de forma alguma. E com certa razão.

- Não, Téo, já disse que não!
- Poxa, vai, por favor? Nem deve ser tão ruim assim...
- Ah, não. Então faz você e me diz. Se for bom, eu faço.
- Mas isso não é coisa que homem faça, digo, homem de verdade, não. É coisa de mulher...
- Não, Téo! Para, chega!
- Olha só, já até vi em alguns filmes e...
- Téo, você quer me irritar? Tá conseguindo!
- Tá bem, tá bem...


***
- Hummmm, tá gostoso, meu amor?
- Tá, sim, meu bem. Vai, vai...ahhhhhh...delícia.
- Amor, Teozinho, olha lá, hein, não esquece de me avisar, tá?
- ...
- ...
- Po-po-de-de deixaaaaarrrrr, amooooooooooor...
- ...
- Desculpe, meu bem, não consegui segurar, desculpe.
- ...
- Você tá bem? Tá calada...ficou chateada?
- ...
- Mais ou menos? Desculpe, amor, não vai mais acontecer, poxa, não fique assim...posso te dar um beijo pra fazermos as pazes?
- ...
- Esse aceno positivo com a cabeça significa sim?
- ...
- Que bom então! Vem cá, meu amor... PORRA, MALU! QUE SACANAGEM É ESSA! PORQUE NÃO ME AVISOU QUE AINDA TAVA NA SUA BOCA?

***
Baseado no nanoconto:
Ele se desculpou, ela só sorriu. Quando a beijou, entendeu o porquê daquilo: ela queria se vingar, e para tanto, não engoliu seu esperma.


*Imagem extraída de Kasa de João.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O TELEMARKETING

- André, Anatel, bom dia, em que posso ajudar?
- A melhorar meu dia, que tal?
- Sim, senhora. O que está ocorrendo?
- Acontece que blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, e então chegou essa conta de cinco mil reais no nome da minha mãe pra ela pagar! Só que esse número de telefone fixo não é nosso!
- Sim. A senhora poderia estar aguardando um instante na linha enquanto descrevo sua reclamação?
- Ah, não! Nem vem com essa! Você vai me pôr na musiquinha e na última vez que me falaram isso a ligação caiu!
- Correto, senhora. No caso...
- No caso, nada! Pode dar um jeito de fazer isso sem me pôr naquela maldita musiquinha!
- Errr...bom...é que...senhora, é que do contrário não conseguirei tomar nota de tudo e...
- Olha, não quero saber! Qual seu nome mesmo? Ah, é André, né? Pronto, André, ou você faz isso comigo na linha ou ligo agora no Procon e digo que o culpado foi você! Entro no site da Anatel e digo que você me atendeu mal!
- Mas senhora...
- Vai ou não vai fazer?
- Vou, sim. Vou estar fazendo isso agora!
- Obrigada.
- Qual o nome da senhora?
- Karina.
- Ok, só um segundo enquanto eu digito isso. E....senhora....
- O que foi?
- A senhora se incomoda de retornar logo mais? É que nosso sistema caiu...
- Ahhhhhhhhhhhhh! Não! Eu não vou ligar logo mais! Eu vou resolver isso, e vai ser hoje! Ou melhor, agora! Nem que eu tenha que ficar na linha esperando!
- Mas senhora...
- Olha aqui, André, eu sei que você não tem culpa, mas por conta dessa causa, digo, por causa dessa conta eu já passei um mau bocado hoje! Então eu vou ficar bem aqui esperando o sistema voltar!
- Olha, pode demorar um pouquinho...
- Tudo bem, eu espero.
- ...
- ...
- ...
- Já voltou?
- Não, senhora.
- André, olha só, sabe por que a coitadinha da mamãe tá ali deitada agora?
- Não, senhora.
- Porque se assustou com o valor da conta errada que chegou e quase teve um infarto!
- Entendo, senhora.
- André, na conta tem um monte de ligações pra Colômbia!
- Sim. Ela pensou que vocês fizeram as ligações.
- Não, não. É que eu namorei um traficante que fazia a ponte Colômbia-Brasil trazendo cocaína mesmo!
- ...
- É claro que eu tô mentindo!
- Entendo.
- Putz, você atendentes de telemarketing são tão sem sal! Falam pouco e quando abrem a boca é pra usar as mesmas expressões: “certo”, “correto”, “entendo”, “no caso disso”, “no caso daquilo” etc.
- Correto.
- Ai, saco! Já me estressou de novo! E minha mãezinha acabou de gemer ali do quarto! Esse sistema volta ao ar ou não volta?
- Sim, voltou agora, senhora!
- Ah, então faz a descrição do meu problema logo aí pra eu pegar o protocolo e...
- Certo. Mas a senhora poderia explicar novamente? É que alguns pontos ficaram um pouco obscuros.
- Obscuros?
- Isso.
- Explicar tudo novamente?
- Correto, senhora.
- Tudo bem, André! E explico de novo! Eu disse que BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ, BLÁ! MAS A CONTA DE CINCO MIL REAIS NÃO É NOSSA! NÓS NÃO TEMOS ESSE NÚMERO DE TELEFONE, OUVIU? NÃO TEMOS! NÃO TEMOS!
- Sim, senhora Karina, entendo. Compreendi e já descrevi a situação. E para que eu possa estar finalizando o cadastro, preciso do número de protocolo de reclamação da sua operadora. A senhora tem ele em mãos?

Tu-tu-tu-tu-tu....

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

DIETA ESPIRITUAL

Sim, sigo sem inspiração. E sem tempo algum. Também por isso não os tenho visitado, embora atualize minha leitura ainda esta semana.

Portanto, segue um continho safado, bem À Moda MCP, conforme indica o marcador aí embaixo, aberto em homenagem ao Gustavão. O autor desta humilde Coluna recomenda o livro dele. Ainda não comprou? Então acesse aqui.

Também recomendo o Posso tc c vc?, da Bruxinha. Fale com ela para comprar o dito-cujo.

Fica ainda meu sincero e emocionado agradecimento ao Rod. Meu brother virtual preparou doze textos do dia primeiro de julho ao dia doze, aniversário dele. Para cada dia, solicitou uma palavra a um blogueiro. E eu tive a honra de ter sido agraciado com o texto do dia doze, sem falar que estar em tão seleto grupo me deixou muito, digamos, metido.

Por isso, leia aqui a pérola que este poeta virtual escreveu com a palavra que escolhi: Volta.

E agradeço também ao querido Alta, que me indicou para a homenagem do aniversário de um ano de seu blogue. Definiu em uma palavra o autor aqui como Irreverente. Eu? Irreverente? ;)

***

- Ih, isso não vai rolar.
- Não vai rolar, por quê?
- É porque estou fazendo uma dieta espiritual.
- Dieta espiritual?
- É. Lembra daquela terapia que lhe falei? Então. A terapeuta pediu, para a consulta de amanhã, que eu não tivesse sexo, porque minha energia não pode se emaranhar com outras.
- Outras?!
- Nesse caso, a sua.
- Ah, tá! Mas poxa... Então vamos só brincar, já que você não pode chegar aos finalmentes...
- Não, a dieta não é de orgasmo ou de ejaculação. Não pode haver cópula.

- Có, o quê?
- Cópula, coito; penetração.
- Entendi.
- ...
- Será que a expressão “Vou te comer” tem a ver com isso?
- Com isso, o quê?
- A coisa espiritual, oras! Se há a expressão “dieta”, suponho que “comer” provavelmente venha disso.
- Não havia pensado. Talvez seja.
- Bom, e se fosse, então você seria um vegetariano, porque não pode comer carne.
- Por este prisma...
- Você virou gay?
- Não! Ué, tá ficando louca? Por que isso agora?
- Porque todo vegetariano é gay.
- Olha só, esquece isso, acho que esta não é a melhor definição! Digamos que hoje posso comer algumas coisas, mas outras não.
- Ah, tipo um regime que começamos toda segunda!
- Isso, isso!
- Saquei.
- ...
- Então uma chupadinha pode?
- Ô, se pode...

*Foto extraída de M de Mulher.

***

Tem conto novo no Guerra de Travesseiro, gente! A Mamãe e os Meninos. Tenho certeza que os que não tiverem mais de dezoito não acessarão, certo? ;)